A bola rola. Impossível descrever o sentimento. Contagiante é a alegria do gol. Na jogada que começa na esquerda, aos 44 do segundo tempo. Rapidamente quebra a marcação com dois toques rápidos e ultrapassa o meio do campo em diagonal... A sensação é mágica, você sente que aquele é o momento. Então o lateral desce nas costas do marcador, mas o gênio carrega a redonda com carinho, trazendo-a para o meio do pasto. Parece sozinho contra dois gigantes, até que surge o matador. Avançando em velocidade, ele se posiciona no meio de ambos adversários. Nesse instante a torcida se levanta. A bola é passada e parece desfilar no verde intenso do gramado; mansamente ela é amortecida e segue mais alguns centímetros, parecendo implorar: "Me chuta, me chuta". Ouve-se então a batida seca, o encontro do negro da chuteira direita com os gomos hexagonais da bola branca e por instantes os corações de 50.000 malucos deixam de bater. O arqueiro se estica, ela passa por ele sem ao menos dar "boa noite" e morre no canto esquerdo, na junção da rede. O carnaval está armado. É fevereiro? Não, é futebol!
Nenhum comentário:
Postar um comentário