quarta-feira, 4 de maio de 2016

TITE E A SUA TEIMOSIA COM YAGO

Tite é um dos melhores treinadores do Brasil, quiça o melhor. Bi-Campeão nacional, bi-campeão continental (Libertadores e Sul-Americana) e campeão mundial. Cotado para assumir a Seleção Brasileira. O "professor" Adenor criou, na temporada temporada, uma máquina que venceu o Brasileirão com sobras. As filosofias de Tite são conhecidas por todos: mérito e trabalho são o norte do gaúcho. Em 2016 o Corinthians sofreu um desmanche considerável e o treinador precisou reestruturar a equipe, com o objetivo de conquistar a Taça Libertadores pela segunda vez.

O fato é que a equipe do Parque São Jorge não engrenou. Estamos em maio e a eliminação no Campeonato Paulista, para o Audax, é nada perto da falta de qualidade de jogo do alvinegro neste ano. A recomposição rápida nas duas linhas de quatro não acontece com a facilidade de outrora, as triangulações não encaixam (muito pela falta de material humano hábil para tal função) e consequentemente os gols não saem com fluidez. O maior problema, ainda não citado, ocorre na defesa (sempre forte sob a batuta de Tite): as bolas aéreas lançadas para a área alvinegra tem sido o pesadelo do treinador e da torcida. Felipe e Yago não se encaixam. O jovem camisa 3 não mostra maturidade para solidificar-se na titularidade e mesmo com atuações muito aquém do esperado, Tite insiste com o zagueiro. 

Que o técnico é teimoso em alguns momentos, todos conhecem. Faz parte da essência de Tite e essas teimosias já maduraram bons frutos ao Corinthians. Porém o caso de Yago é especial pelo tempo dado ao atleta para firmar-se e por ter, Tite, à sua disposição no banco de reservas, o bom defensor paraguaio Fabián Balbuena. É unânime para a torcida alvinegra que Yago não está pronto para ser titular, não por falta de qualidade, mas por cometer ainda, erros que boa parte dos defensores de sua idade ainda cometem (como erros de posicionamento durante a formação de linhas de impedimento). Balbuena, cometeu poucos erros nos poucos jogos que disputou e se mostrou extremamente hábil nas bolas aéreas, tanto na defesa quanto no ataque - o jogador tem dois tentos anotados, ambos de cabeça. É difícil compreender as razões de Tite para não utilizar o paraguaio, que demonstra regularidade ímpar e está no mesmo nível (para alguns é até melhor), que o companheiro de Yago, o zagueiro Felipe. 

Hoje o Corinthians decide, em São Paulo, se avança para as quartas-de-finais da Libertadores. Se bater o Nacional-URU, a equipe poderá enfrentar o Boca Juniors-ARG e em pesadelos, a Fiel Torcida já imagina La Bombonera e o ídolo Carlitos Tévez infernando a frágil defesa corinthiana. A teimosia com Yago pode custar caro ao multi-campeão Tite. Balbuena pode ser a solução para os problemas no setor defensivo e cabe ao treinador admitir que o paraguaio merece, há tempos, a titularidade. 

O zagueiro paraguaio já tem dois gols com a camisa do alvinegro e mostrou-se forte no jogo aéreo.